A melhor ajuda para a mente é romper com os grilhões que iludem o coração
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É a escrever mal que se aprende a escrever bem.
Não se ganha fama numa cama de penas.
Me deram um nome e me alienaram de mim
A civilização é a criação de estímulos em excesso constantemente progressivo sobre a nossa capacidade de reacção a eles. A civilização é pois a tendência para a morte pelo desequilíbrio.
Onde a força oprime, a lei quebra-se.
Viagem de boca não faz despesa.
A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar, sabe quando vai dar? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão, mas vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente.
Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.
Volúpia Imortal
Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descamados,
Em convulsivas contorções sensuais,Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!
Nunca penses no que vais fazer. Não o faças.
O egoísmo e o ódio têm uma só pátria. A fraternidade não a tem.
Ousando, cresce a coragem; hesitando, cresce o medo.
O amor sozinho iguala todas as outras coisas.
Aquele que passa grande parte do seu tempo no meio dos abundantes recursos de uma biblioteca e que não aspira a juntar-lhe ainda um pouco, quanto mais não seja um catálogo racional, deve na verdade ser insensível como um pedaço de chumbo; é preciso que seja indolente como o animal chamado preguiça, o qual morre sobre a árvore a que trepou, depois de lhe ter devorado as folhas.
Toda coerência é, no mínimo, suspeita.
Se nos incomodamos com a chuva que cai lá fora, mesmo estando abrigados, é porque nossa mente está presa a esse fenômeno.
Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra.
A cultura está a extinguir-se em sobre-produção, em avalanches de palavras, na loucura da quantidade.
É sempre pelo que contém de verdade que uma obra nova choca os contemporâneos.