Passagens sobre AstĂșcia

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A amizade, entre um homem e uma mulher, Ă© (o leitor que escolha): um bico de obra; uma coisa muito linda; ainda mais complicado que o amor; absolutamente impossĂ­vel; amizade da parte da mulher e astĂșcia da parte do homem; astĂșcia da parte da mulher e amizade da parte do homem; sĂł Ă© possĂ­vel se a mulher for forte e feia; impossĂ­vel se o homem for minimamente atraente; receita certa para a desgraça; prelĂșdio certo para o romance; indescritĂ­vel; inenarrĂĄvel; sempre desejĂĄvel; o que Deus quiser; o diabo.

Saber Sair na Hora Certa

NĂŁo esperar atĂ© ser sol poente. É mĂĄxima do cordo deixar as coisas antes que elas o deixem. Que se saiba converter em triunfo o prĂłprio fenecer, pois Ă s vezes mesmo o sol, ainda brilhante, costuma retirar-se numa nuvem para que nĂŁo o vejamos cair, e nos deixa suspensos, nĂŁo sabendo se ele se pĂŽs ou nĂŁo. Furte-se aos ocasos para nĂŁo rebentar de desdouros; nĂŁo espere que lhe voltem as costas, porque o sepultarĂŁo vivo para o sentimento e morto para a estima. O atilado dispensa a tempo o cavalo em que corre, e nĂŁo espera que, caindo, faça erguer-se o riso no meio da corrida; que a beleza quebre o espelho com tempo e com astĂșcia, e nĂŁo com impaciĂȘncia depois, ao ver o seu desengano.

Os hĂĄbeis oradores, com astĂșcia e prudĂȘncia, sabem converter em elogios os insultos recebidos dos amigos.

O PrestĂ­gio da Poesia

O prestĂ­gio da poesia Ă© menos ela nĂŁo acabar nunca do que propriamente começar. É um inĂ­cio perene, nunca uma chegada seja ao que for. E ficamos estendidos nas camas, enfrentando a perturbada imagem da nossa imagem, assim, olhados pelas coisas que olhamos. Aprendemos entĂŁo certas astĂșcias, por exemplo: Ă© preciso apanhar a ocasional distracção das coisas, e desaparecer; fugir para o outro lado, onde elas nem suspeitam da nossa consciĂȘncia; e apanhĂĄ-las quando fecham as pĂĄlpebras, um momento, rĂĄpidas, e rapidamente pĂŽ-las sob o nosso senhorio, apanhar as coisas durante a sua fortuita distracção, um interregno, um instante oblĂ­quo, e enriquecer e intoxicar a vida com essas misteriosas coisas roubadas. TambĂ©m roubĂĄmos a cara chamejante aos espelhos, roubĂĄmos Ă  noite e ao dia as suas inextricĂĄveis imagens, roubĂĄmos a vida prĂłpria Ă  vida geral, e fomos conduzidos por esse roubo a um equĂ­voco: a condenação ou condanação de inquilinos da irrealidade absoluta. O que excede a insolvĂȘncia biogrĂĄfica: com os nomes, as coisas, os sĂ­tios, as horas, a medida pequena de como se respira, a morte que se nĂŁo refuta com nenhum verbo, nenhum argumento, nenhum latrocĂ­nio.
Vivemos demoniacamente toda a nossa inocĂȘncia.

A Fraqueza Fundamental do Homem

A fraqueza fundamental do homem nĂŁo Ă© nada que ele nĂŁo possa vencer, desde que nĂŁo possa aproveitar com a vitĂłria. A juventude vence tudo, a impostura, a astĂșcia mais dissimulada, mas nĂŁo hĂĄ ninguĂ©m que possa deter no voo a vitĂłria, tornĂĄ-la viva, porque entĂŁo a juventude deixou de existir. A velhice nĂŁo ousa tocar na vitĂłria e a nova juventude atormentada pelo novo ataque que se desencadeia imediatamente, deseja a sua prĂłpria vitĂłria. É assim que o Diabo sem cessar vencido, nunca Ă© aniquilado.

O Sofrimento do HipĂłcrita

Ter mentido Ă© ter sofrido. O hipĂłcrita Ă© um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplĂ­cio. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infĂąmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, nĂŁo ser jamais quem Ă©, fazer ilusĂŁo, Ă© uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cĂ©rebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cĂłcegas com o punhal, por açĂșcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na mĂșsica da voz, nĂŁo ter o prĂłprio olhar, nada mais difĂ­cil, nada mais doloroso. O odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipĂłcrita. Causa nĂĄuseas beber perpĂ©tuamente a impostura. A meiguice com que a astĂșcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e hĂĄ momentos de enjĂŽo em que o hipĂłcrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva Ă© coisa horrĂ­vel. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipĂłcrita se estima. HĂĄ um eu desmedido no impostor.

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Um aspeto da luz que nos guia no caminho da fĂ© Ă© tambĂ©m a «santa astĂșcia». Trata-se daquela sagacidade espiritual que nos permite reconhecer os perigos e evitĂĄ-los: «Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas» (Mateus 10:16).

O cristĂŁo deve manter-se cordeiro, nĂŁo parvo, mas cordeiro. Cordeiro com a astĂșcia cristĂŁ, mas sempre cordeiro. Porque se tu fores cordeiro, Ele defende-te. Mas se te sentes forte como o lobo, Ele nĂŁo te defende; deixa-te sĂł. E os lobos comem-te cru.

Quando a gente mente, ou seja, coloca com astĂșcia alguma coisa que acontece com excessiva raridade ou nunca acontece, aĂ­ a mentira se torna muito mais verosĂ­mil.

Boa e MĂĄ Literatura

O que acontece na literatura não é diferente do que acontece na vida: para onde quer que se volte, depara-se imediatamente com a incorrigível plebe da humanidade, que se encontra por toda a parte em legiÔes, preenchendo todos os espaços e sujando tudo, como as moscas no verão.
Eis a razĂŁo do nĂșmero incalculĂĄvel de livros maus, essa erva daninha da literatura que tudo invade, que tira o alimento do trigo e o sufoca. De facto, eles arrancam tempo, dinheiro e atenção do pĂșblico – coisas que, por direito, pertencem aos bons livros e aos seus nobres fins – e sĂŁo escritos com a Ășnica intenção de proporcionar algum lucro ou emprego. Portanto, nĂŁo sĂŁo apenas inĂșteis, mas tambĂ©m positivamente prejudiciais. Nove dĂ©cimos de toda a nossa literatura actual nĂŁo possui outro objectivo senĂŁo o de extrair alguns tĂĄleres do bolso do pĂșblico: para isso, autores, editores e recenseadores conjuraram firmemente.
Um golpe astuto e maldoso, porĂ©m notĂĄvel, Ă© o que teve ĂȘxito junto aos literatos, aos escrevinhadores que buscam o pĂŁo de cada dia e aos polĂ­grafos de pouca conta, contra o bom gosto e a verdadeira educação da Ă©poca, uma vez que eles conseguiram dominar todo o mundo elegante,

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Regras Gerais da Arte da Guerra

Estou consciente de vos ter falado de muitas coisas que por vĂłs mesmos haveis podido aprender e ponderar. NĂŁo obstante, fi-lo, como ainda hoje vos disse, para melhor vos poder mostrar, atravĂ©s delas, os aspectos formais desta matĂ©ria,e, ainda, para satisfazer aqueles – se fosse esse o caso – que nĂŁo tivessem tido, como vĂłs, a oportunidade de sobre elas tomar conhecimento. Parece-me que, agora, jĂĄ sĂł me resta falar-vos de algumas regras gerais, com as quais deveis estar perfeitamente identificados. SĂŁo as seguintes:
– Tudo o que Ă© Ăștil ao inimigo Ă© prejudicial para ti, e, tudo o que te Ă© Ăștil prejudica o inimigo.
– Aquele que, na guerra, for mais vigilante a observar as intençÔes do inimigo e mais empenho puser na preparação do seu exĂ©rcito, menos perigos correrĂĄ e mais poderĂĄ aspirar Ă  vitĂłria.
– Nunca leves os teus soldados para o campo de batalha sem, previamente, estares seguro do seu Ăąnimo e sem teres a certeza de que nĂŁo tĂȘm medo e estĂŁo disciplinados e convictos de que vĂŁo vencer.
– É preferĂ­vel vencer o inimigo pela fome do que pelas armas. A vitĂłria pelas armas depende muito mais da fortuna do que da virtude.

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Amo os Teus Defeitos

Amo os teus defeitos, e tantos
eram, as tuas faltas para comigo
e as minhas; essa ĂȘnfase
de rechaçar por timidez; solidão
de fazer trepadeiras, agasalhos
para velhos, depois para netos;
indulgĂȘncia de plantar e ver
o crescimento da oliveira do paraĂ­so,
carregada de flores persistentemente
caducas; essa autoridade, irremediĂĄvel
desafio; e a astĂșcia
de termos ambos quase a mesma cara.

A mulher Ă© astuta e mentirosa, por ser fraca e oprimida; e a astĂșcia Ă© a força de quem nĂŁo Ă© forte.