A ambição é o maior estímulo humano. É com ele que se edifica.
Passagens de Carlos Malheiro Dias
15 resultadosA Força e a Moral
O homem constata o facto natural de um lobo poder devorar uma ovelha, pois que o lobo obedece ao seu apetite e é dotado da força necessária para satisfazê-lo. Mas o homem não se limita a essa constatação elementar, ao alcance de qualquer animal inferior. Ele reconhece também que está no seu poder impedir que a ovelha seja devorada pelo lobo. A moral é, justamente, a soma de conquistas obtidas pelo homem sobre a tirania dos seus instintos. Se a força constituísse para o homem um imperativo categórico, não haveria tentativas de resistência contra a força.
A coragem de afirmar asneiras é uma das características da improvisação jornalística.
Geralmente, não são os homens de génio os felizes no amor.
Saber mandar sempre foi um dos mais soberanos dons da espécie mortal.
O estadista das democracias é sempre o escravo das multidões. Pode não fazer o que elas reclamam. Mas tem que dizer-lhes sempre o que elas querem.
Não há limites para a credulidade humana e está ainda por nascer o homem prudente que saiba venerar na desconfiança a suprema sabedoria.
Como os ninhos, que são a casa da ave, e que todos diferem consoante a ave que o fabricou e o habita, a casa do homem reproduz com fidelidade a vida, a ocupação, o carácter, o sentimento dos moradores. Toda a casa tem, como os donos, uma fisionomia especial, que as gerações lhe imprimiram.
Não há ignorância mais insolente do que a da ignorância quando se presume de sábia.
Não há nada de mais ilusório e contingente do que a verdade, e coisa alguma mais ajuizada do que a dúvida.
Os tiranos do amor foram sempre reverenciados.
É mais fácil separar a água do vinho que a hipocrisia da verdade no julgamento das acções humanas.
Só o inesperado é terrível. Por isso o inferno não basta para conter as almas na virtude.
Hipocrisia! Estratégia da grande guerra da vida, é ela quem move as acções de todos os seres.
A arte não consiste em desfigurar a verdade em artifício, mas em emprestar ao artifício a fisionomia simples da verdade.