Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo.
Passagens de Denis Diderot
94 resultadosÉ que há tantos malvados neste mundo, que nem vale a pena reter aqueles a quem apetece sair dele.
Ignoro o que sejam princĂpios, a nĂŁo ser que se tratem de regras que se prescrevem aos outros para nosso proveito.
Aquele que se analisou a si mesmo, está deveras adiantado no conhecimento dos outros.
Em geral, quanto mais um povo é civilizado, educado, menos os seus costumes são poéticos; tudo se atenua ao se tornar melhor.
A paixão quer que tudo seja eterno, mas a natureza impõe que tudo acabe.
Clama-se incessantemente contra as paixões; imputam-se-lhes todos os males do homem, esquecendo que elas são também a fonte de todos os seus prazeres.
Nenhum homem recebeu da natureza o direito de mandar nos outros.
Abalar a nação para consolidar o trono; saber suscitar uma guerra; foi o conselho de AlcibĂades a PĂ©ricles.
O dinheiro dos tolos Ă© o patrimĂłnio dos espertos.
NĂŁo existe antĂdoto mais poderoso contra a baixa sensualidade do que a adoração da beleza.
Apenas há um dever, o de sermos felizes.
Os libertinos sĂŁo aranhas repugnantes que Ă s vezes apanham lindas borboletas.
É fácil criticar correctamente; e difĂcil executar mediocremente.
Uma palavra grosseira, uma expressĂŁo bizarra, ensinou-me por vezes mais do que dez belas frases.
Para se alcançar, quanto mais não seja, a fama do pai, é preciso ser-se mais hábil do que ele.
O que jamais se questionou nĂŁo foi provado.
Há muito tempo que o papel de sensato é perigoso entre os doidos.
A criança como o homem, e o homem como a criança, prefere divertir-se a instruir-se.
Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo Ă© indispensável para sermos bons no nosso ofĂcio.