Passagens sobre EloquĂȘncia

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É o coração que faz a eloquĂȘncia. Partem do coração, os grandes pensamentos.

A Arte da RetĂłrica Floresce nas Sociedades Decadentes

Um retĂłrico do passado dizia que o seu ofĂ­cio era fazer que as coisas pequenas parecessem grandes e como tais fossem julgadas. Dir-se-ia um sapateiro que, para calçar pĂ©s pequenos, sabe fazer sapatos grandes. Em Esparta ter-lhe-iam dado a experimentar o azorrague por professar uma arte trapaceira e mentirosa. E creio que Arquidamo, que foi seu rei, nĂŁo terĂĄ ouvido sem espanto a resposta de TucĂ­dides, ao qual perguntara quem era mais forte na luta, se PĂ©ricles, se ele: «Isso serĂĄ difĂ­cil de verificar, pois quando o deito por terra, ele convence os espectadores que nĂŁo caiu, e ganha». Os que, com cosmĂ©ticos, caracterizam e pintam as mulheres fazem menos mal, pois Ă© coisa de pouca perda nĂŁo as ver ao natural, ao passo que estoutros fazem tenção de enganar, nĂŁo jĂĄ os olhos, mas o nosso juĂ­zo, e de abastardar e corromper a essĂȘncia das coisas. Os Estados que longamente se mantiveram em boa ordem e bem governados, como o cretense e o lacedemĂłnio, nĂŁo tinham em grande conta os oradores.
ArĂ­ston definiu sabiamente a retĂłrica como a ciĂȘncia de persuadir o povo; SĂłcrates e PlatĂŁo, como a arte de enganar e lisonjear; e aqueles que isto negam na sua definição genĂ©rica,

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EloquĂȘncia, n. A arte de persuadir oralmente os tolos de que o branco Ă© a cor que aparenta ser. Inclui o dom de fazer qualquer cor parecer branca.

EloquĂȘncia Ă© a arte de persuadir oralmente os tolos de que o branco Ă© a cor que parece ser. Inclui o dom de fazer qualquer cor parecer branca.

Quem possui atĂ© aqui a eloquĂȘncia mais convincente? O tambor; enquanto os reis lhe podem dar ordens sĂŁo eles que continuam a ser os melhores oradores e os melhores agitadores populares.

Talento nĂŁo Ă© Sabedoria

Deixa-me dizer-te francamente o juĂ­zo que eu formo do homem transcendente em gĂ©nio, em estro, em fogo, em originalidade, finalmente em tudo isso que se inveja, que se ama, e que se detesta, muitas vezes. O homem de talento Ă© sempre um mau homem. Alguns conheço eu que o mundo proclama virtuosos e sĂĄbios. DeixĂĄ-los proclamar. O talento nĂŁo Ă© sabedoria. Sabedoria Ă© o trabalho incessante do espĂ­rito sobra a ciĂȘncia. O talento Ă© a vibração convulsiva de espĂ­rito, a originalidade inventiva e rebelde Ă  autoridade, a viagem extĂĄtica pelas regiĂ”es incĂłgnitas da ideia. Agostinho, FĂ©nelon, Madame de StaĂ«l e Bentham sĂŁo sabedorias. Lutero, Ninon de Lenclos, Voltaire e Byron sĂŁo talentos.
Compara as vicissitudes dessas duas mulheres e os serviços prestados Ă  humanidade por esses homens, e terĂĄs encontrado o antagonismo social em que lutam o talento com a sabedoria. Porque Ă© mau o homem de talento ? Essa bela flor porque tem no seio um espinho envenenado ? Essa esplĂȘndida taça de brilhantes e ouro porque Ă© que contĂ©m o fel, que abrasa os lĂĄbios de quem a toca ? Aqui tens um tema para trabalhos superiores Ă  cabeça de uma mulher, ainda mesmo reforçada por duas dĂșzias de cabeças acadĂ©micas !

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Descobrindo-se, o poeta personifica, representa. Nos melhores momentos descobre o que nem sequer encoberto estava, porque o que ele faz Ă© ver a oblĂ­qua eloquĂȘncia ou o encanto do que, sem ele, nĂŁo seria.

O homem poderoso que junta a eloquĂȘncia Ă  audĂĄcia torna-se num cidadĂŁo perigoso quando lhe falta bom senso.

O EspĂ­rito Ă© a Arma da Diplomacia

Ser espirituoso Ă© metade de ser diplomata. (…) O espĂ­rito move tudo e nĂŁo responde por coisa alguma: ele Ă© a eloquĂȘncia da alegria, e o entrincheiramento das situaçÔes difĂ­ceis: salva uma crise fazendo sorrir: condensa em duas palavras a crĂ­tica de uma instituição: disfarça Ă s vezes a fraqueza de uma opiniĂŁo, acentua outras vezes a força de uma ideia: Ă© a mais fina salvaguarda dos que nĂŁo querem definir-se francamente: tira a intransigĂȘncia Ă s convicçÔes, fazendo-lhes cĂłcegas: substitui a razĂŁo quando nĂŁo substitui a ciĂȘncia, dĂĄ uma posição no mundo, e, adoptado como um sistema, derruba um impĂ©rio. E, sobretudo pelo indefinido que dĂĄ Ă  conversação, ele Ă© a arma verdadeira da diplomacia.

O milagre nĂŁo Ă© dar vida ao corpo extinto, Ou luz ao cego, ou eloquĂȘncia ao mudo… Nem mudar ĂĄgua pura em vinho tinto… Milagre Ă© acreditarem nisso tudo!

Em amor um silĂȘncio vale mais do que uma linguagem. É bom ficar sem palavras; hĂĄ uma eloquĂȘncia no silĂȘncio que penetra mais do que a lĂ­ngua o conseguiria.

Bom e Expressivo

Acaba mal o teu verso,
mas fĂĄ-lo com um desĂ­gnio:
Ă© um mal que nĂŁo Ă© mal,
Ă© lutar contra o bonito.

Vai-me a essas rimas que
tĂŁo bem desfecham e que
sĂŁo o pĂŁo de lĂł dos tolos
e torce-lhes o pescoço,

tal como o outro pedia
se fizesse Ă  eloquĂȘncia,
e se houver um vossa excelĂȘncia
que grite: — NĂŁo Ă© poesia!,

diz-lhe que nĂŁo, que nĂŁo Ă©,
que Ă© topada, lixa trĂȘs,
serração, vidro moído,
papel que se rasga ou pe-

dra que rola na pedra…
Mas também da rima «em cheio»
poderĂĄs tirar partido,
que a regra Ă© nĂŁo haver regra,

a nĂŁo ser a de cada um,
com sua rima, seu ritmo,
nĂŁo fazer bom e bonito,
mas fazer bom e expressivo…