Riso
Tive o jeito de rir, quando menino,
Até beber as lágrimas choradas:
Com carantonhas, gestos, desatino,
Passou a nuvem e os pequenos nadas.A rir de escuridões, de encruzilhadas,
Tornei-me afeito logo em pequenino;
Porque ri Ă© que trago as mĂŁos geladas,
E choro porque ri do meu destino.Vivi de mais num mundo idealizado
Comigo sĂł: E sĂł de mim descreio
Entornava-me riso a luz em cheioQuando o meu mundo foi principiado;
Rio agora que nĂŁo sei donde me veio
Sempre o mal que me trouxe o bem sonhado.