Como o campo é grande e o amor pequeno!
Frases de Alberto Caeiro
55 resultadosAs palavras que falham
Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é sol. (…) Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos o poetas.
Ser real quer dizer não estar dentro de mim.
Passe, ave, passa, e ensina-me a passar!
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
A humanidade é uma revolta de escravos.
O que existe transcende para baixo o que julgamos que existe.
Toda a coisa que vemos, devemos vê-la sempre pela primeira vez, porque realmente é a primeira vez que a vemos.
Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia…
Nós não falamos em prosa. Falamos em verso. Falamos em verso sem rima nem ritmo. Fazemos pausas na conversa que na leitura da prosa se não podem fazer. Falamos, sim, em verso, em verso natural – isto é, em verso sem rima nem ritmo, com as pausas do nosso fôlego e sentimento. Os meus versos são naturais porque são feitos assim.
(… ) um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Ter certeza é não estar vendo.
Então os meus versos têm sentido e o universo não há-de ter sentido?
Basta existir para se ser completo.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Assim tem sido sempre a minha vida, e assim quero que possa ser sempre –
Vou onde o vento me leva e então não preciso pensar.
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la, Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez, E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
(…) porque ser uma cousa é não significar nada. Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.