A natureza é a diferença entre a alma e Deus.
Frases sobre Alma de Fernando Pessoa
60 resultadosO mais horrível de tudo é a minha incapacidade de formular, nem que seja dentro de mim, um qualquer sistema de vida ou filosofia. Chego a pensar que o meu corpo está habitado pela alma de algum poeta morto…
Sinto frio na alma; não sei com que me agasalhar. Para o frio da alma não há manto nem capa, quem o sente não se esquece.
A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito.
Uma vontade de sono no corpo, um desejo de não pensar na alma, e por cima de tudo uma transparência lúcida do entendimento retrospectivo…
Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma.
Busco-me e não me encontro. Pertenço a horas crisântemos, nítidas em alongamentos de jarros. Deus fez da minha alma uma coisa decorativa.
Tenho em cada canto de minha Alma, Um altar erguido a um Deus
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
A Natureza é o sonho que as almas sonham em comum.
Cada um de nós, na sua vida realizada e humana, não é senão a caricatura da sua própria alma.
Não há substância de pensamento na matéria de alma com que penso…
Uma espécie de anteneurose do que serei quando já não for gela-me o corpo e alma. Uma como que lembrança da minha morte futura arrepia-me dentro.
Ah, a Esta Alma Que Não Arde AH, a esta alma que não arde. Não envolve, porque ama, A esperança, ainda que vã, O esquecimento que vive Entre o orvalho da tarde. E o orvalho da manhã
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Quem tem alma não tem calma.
Ter opiniões definidas e certas, instintos, paixões e carácter fixo e conhecido – tudo isto monta ao horror de tornar a nossa alma num facto, de a materializar e tornar exterior.
O amor romântico é um produto extremo de séculos sobre séculos de influência cristã; e, tanto quanto à sua substância, como quanto à sequência do seu desenvolvimento, pode ser dado a conhecer a quem não o perceba comparando-o com uma veste, ou traje, que a alma ou imaginação fabriquem para com ele vestir as criaturas, que acaso apareçam, e o espírito ache que lhes cabe.
Tudo quanto de desagradável nos sucede na vida – figuras ridículas que fazemos, maus gestos que temos, lapsos em que caímos de qualquer das virtudes – deve ser considerado como meros acidentes externos, impotentes para atingir a substância da alma.
Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio a tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma.