Cada escritor tem os leitores que merece.
Frases sobre Escritores
209 resultadosQuando se vê o estilo natural (do escritor), é-se assombrado e arrebatado, pois esperava-se ver um autor e encontra-se um homem.
O Jorge Amado dizia-me, há tempos, que conhecia muitos editores ricos, mas escritores não. Gastamos muito em impostos e pagamos tudo aquilo que o agente investe em nós.
As portas que conduzem ao êxito literário têm cães de guarda: os editores, que são escritores fracassados.
Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não.
Um escritor deveria enfrentar a vida com coragem sempre, arriscando a morte e a mutilação para derrubar um imperador.
Todos os governos partem do pressuposto de que o escritor é um presumível herege.
Um livro mau é quando a pessoa esconde a incapacidade de fazer uma história atrás de elucubrações filosofantes. Se um escritor não agarra o leitor pelas tripas logo nas primeiras páginas, está feito ao bife.
O que é um escritor?
Crianças abandonadas, uma mulher esquecida, e vaidade, vaidade…
Inúmeros escritores devem a sua celebridade às incessantes censuras com que as críticas os honram.
Escritoras são sempre comparadas a algum escritor, que lhes serviria de modelo. Os homens que se dedicam a escrever, particularmente na América Latina, estão determinados a manter a mulher fora do jogo.
O escritor entrelaça uma história com as suas próprias dúvidas, perguntas e valores. Isso é arte.
O homem não pode trair o escritor, mas o escritor deve sempre trair o homem. Quando assume a condição de escritor, ele deve ficar acima do homem.
O escritor não é apenas aquele que escreve. É aquele que produz pensamento, aquele que é capaz de engravidar os outros de sentimento e de encantamento.
O escritor é um neurótico, e escrever é provavelmente a única forma que tem de exprimir os seus afectos, e de neles ser retribuído. É complexo, porque é misturado com uma grande dose de narcisismo.
Não há formação para se ser escritor. Passe por onde passe, o escritor é sempre um autodidacta. Quando se senta pela primeira vez e escreve as primeiras palavras, não lhe serve de muito ter andado na universidade, ou na outra, a que chamamos universidade da vida. Serve, mas não é por isso que escreve. (…) O que acontece é que talvez nos achemos demasiado importantes, demasiado interessantes.
No fundo, um escritor é um bocado um ladrão, um gatuno de sentimentos, de emoções, de rostos, de situações.
Os prémios domesticam o escritor independente, cortam as asas do inspirado, castram o rebelde…
Todos os escritores – grandes ou pequenos – são bebedores compulsivos, porque começam os seus dias completamente em branco, sem nada.
Os meus escritores de referência são Montaigne, Cervantes, o padre António Vieira, Gogol e Kafka. O padre António Vieira era um jesuíta do século XVII. Nunca se escreveu na língua portuguesa com tanta beleza como ele o fez.