A moral é um erro útil, mais explícito do que muitos outros, por ter parecido aos maiores e mais livres promotores dela que uma mentira assim era mesmo necessária.
Frases sobre Moral de Friedrich Nietzsche
38 resultadosSucede que qualquer interpretação moral dos nossos actos poderá ser unicamente um imenso mal-entendido, tal como o tem sido a interpretação moral dos factos naturais.
Na medida em que cremos na moral, condenamos a vida: uma antinomia!
Toda a moral comporta uma certa análise das acções. Todas as morais são falsas. Mas toda a moral tem as suas perspectivas e as suas visões próprias, bem como a teoria dos seus motivos.
Os juízos morais são epidemias que pouco tempo duram.
Toda a moral não é, no fundo, senão uma forma depurada de medidas desenvolvidas por toda a vida orgânica para se adaptar e, conjuntamente, se alimentar e conseguir poder.
Toda a moral admite acções intencionalmente prejudiciais em caso de legítima defesa.
Lart pair lart significa: a moral que vá pro inferno.
Ao refutarmos Deus, verdadeiramente só refutamos o Deus moral.
O nosso sentimento moral é uma síntese, um concerto de todos os sentimentos dominados e subalternos que têm reinado na história dos nossos antepassados.
O disfarce sob o manto da religião e da transfiguração através da moral: metamorfoses da escravatura.
O homem moral é uma espécie inferior à do homem imoral, uma espécie mais fraca. Mais ainda: ele deriva de um tipo moral, mas não é propriamente esse tipo; não passa de uma cópia, ainda que possa ser uma boa cópia, e a medida do valor que tem é-lhe dada pelo exterior.
Perguntemo-nos quem é propriamente ‘mau’, no sentido da moral do ressentimento. A resposta, com todo o rigor: precisamente o ‘bom’ da outra moral.
Não há fenómenos morais, mas apenas uma interpretação moral de fenómenos…
Os valores morais não podem deixar de ser valores aparentes, em confronto com os valores psicológicos.
A moral não passa de uma interpretação – ou mais exactamente de uma falsa interpretação – de certos fenómenos.
As concepções religiosas, estéticas e morais não foram, por certo, numa qualquer época desconhecida, senão uma só.
Como a ilusão da espécie, a moral força o indivíduo a sacrificar-se pelo futuro: atribui-lhe, aparentemente, um valor infinito, para que, com a consciência do seu valor, tiranize as outras tendências da sua natureza, o subjugue e o impeça de estar satisfeito consigo.
Aquele a quem a tragédia traz satisfação moral tem necessidade de se elevar ainda mais uns graus.
O triunfo de um ideal moral é obtido usando os mesmos meios imorais utilizados para obter qualquer outro triunfo: a violência, a mentira, a calúnia, a injustiça.