Frases de Natália Correia

35 resultados
Frases de Natália Correia. Conheça este e outros autores famosos em Poetris.

A poetização das coisas não é senão o aperfeiçoamento delas. É para isto que se faz poesia e não para com ela se fazer literatura.

Só aceito a disciplina quando me demonstram que ela é uma necessidade ética ou criadora. Quando não mo demonstram, não aceito.

Ninguém se pode possuir inteiramente, porque se ignora, porque somos um mistério. Para nós mesmos. Podemos sim, ser mais conscientes de uma determinada missão que temos no mundo.

O meu sonho de felicidade seria não haver necessidade de poesia como género literário por ela se achar já realizada na vida.

Não sou intimidativa no plano das relações mais íntimas. Aceito, evidentemente, que há uns mediocrezinhos para aí que não gostam de ver uma mulher manifestar-se criadoramente.

A poesia está celularmente vinculada à língua mãe e na melhor das hipóteses as melhores traduções são meras recriações.

Todos temos uma parte misteriosa e há quem pretenda resolver os seus mistérios na psicanálise. Eu prefiro dar-lhes voz na Poesia.

Eu acho que o segredo da nossa personalidade está naquilo que nós ignoramos de nós próprios. Quando pretendemos racionalizar, as coisas escapam-nos.

A desordem é necessária, por isso Diónisos existe, porque é na desordem que vamos sorver a ordem. A ordem constante estagna, apodrece. Então tem que vir a desordem como uma espécie de purga, para voltarmos à ordem.

Todos nós estamos sujeitos a que nos inventem biografias. Inventem à vontade… O problema é das pessoas que as inventam.

O que é que ficou da revolução do 25 de Abril? Ficou uma grande disponibilidade para as pessoas se organizarem.

Devo dizer-lhe que o homem português é particularmente encantador. Para já, amam as mulheres, e tanto basta para que os achemos maravilhosos. É feio não gostarmos dos que nos amam. O feminismo não pode cometer essa injustiça.

Quando digo escritas diferentes, são escritas em prosa, ensaio de tipo imaginativo, teatro, ficção, que são ainda prolongamentos da poesia. Haverá momentos em que tenho de repousar um pouco, digamos, da febre da criação poética e então vou procurar encontrar a poesia em expressões mais repousadas.

Gosto muito do meu marido, o respeito muito, ele é um homem extraordinário. Casei-me pela primeira vez quando era adolescente. Depois encontrei-o, fixei-me. O resto da minha vida é escrever, sonhar, viver, mais nada!

Tenho é a sorte de possuir três ou quatro amigos fiéis. Se as pessoas vêem nisso uma corte, terei de considerar uma tal interpretação com frustração de quem não os tem. Eu tenho. E devo dizer que também faço tudo por isso, porque me esforço por retribuir a amizade que recebo.

Grande parte da minha obra é dedicada à minha mãe. Eu não sou nada maternal. Se sou maternal é no sentido, digamos, psicobiologicamente feminino, de toda a mulher ser um translado da Mãe Eterna. Mais nada. Só nisso é que sou mãe…