Passagens sobre IndependĂȘncia

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O Homem Ponderado Governa

Cultive a ponderação. É poder controlado. Armazena energia para ser usada em circunstĂąncias especiais. Ponderação Ă© a arte de erguer as sobrancelhas em vez de deitar o telhado abaixo. Conserva-o calmo e acautelado em diferentes circunstĂąncias. NĂŁo significa fraqueza, nem estupidez, ou indiferença ou desinteresse. Na sua forma mais alta sugere autoconfiança, independĂȘncia e domĂ­nio perfeito. O homem ponderado governa. O trabalho feito com ponderação Ă© mais profĂ­cuo porque Ă© bem feito, meticuloso e inteligente. Exerce uma grande influĂȘncia sobre as outras pessoas. Sugere a existĂȘncia de largas reservas de energia. Ponderação Ă© poder bem controlado e dirigido. Evita desperdiçar energias vitais, e dĂĄ o equilĂ­brio necessĂĄrio a todas as nossas forças.

A existĂȘncia de naçÔes europeias privadas de uma verdadeira independĂȘncia nacional Ă© um factor prejudicial ao estabelecimento duma paz duradoura, alĂ©m do mais porque essa situação de subjugação nacional nĂŁo se revela apenas nos aspectos econĂłmicos, mas no domĂ­nio polĂ­tico, diplomĂĄtico e militar.

Interpretar o Progresso

SupĂ”e-se que o progresso social consiste na maior e mais variada produção dos objectos necessĂĄrios Ă  satisfação das nossas necessidades, na crescente segurança pessoal e da propriedade e na amplitude concedida Ă  liberdade de acção. Todavia, o progresso social, rigorosamente entendido, consiste nas transformaçÔes de estrutura do organismo social, causa donde derivam as consequĂȘncias que se observam. A ideia comum Ă© teleolĂłgica. Os fenĂłmenos consideram-se apenas na sua relação com a felicidade humana; e pensa-se que sĂł devem reputar-se progressivas aquelas transformaçÔes que, directa ou indirectamente, tendem a aumentar esta felicidade, fazendo, por conseguinte, depender o seu carĂĄcter, na relação a que nos circunscrevemos, da referida tendĂȘncia. NĂŁo obstante, para bem se compreender o progresso, devemos investigar a natureza de tais transformaçÔes, com absoluta independĂȘncia da nossa individualidade.

A independĂȘncia do filĂłsofo se torna falsa quando se mescla de orgulho. No homem autĂȘntico, o sentimento de independĂȘncia sempre se acompanha do sentimento de impotĂȘncia

EsplĂȘndida

Ei-la! Como vai bela! Os esplendores
Do lĂșbrico Versailles do Rei-Sol!
Aumenta-os com retoques sedutores.
É como o refulgir dum arrebol
Em sedas multicores.

Deita-se com langor no azul celeste
Do seu landau forrado de cetim;
E os seus negros corcéis que a espuma veste,
Sobem a trote a rua do Alecrim,
Velozes como a peste.

É fidalga e soberba. As incensadas
Dubarry, Montespan e Maintenon
Se a vissem ficariam ofuscadas
Tem a altivez magnética e o bem-tom
Das cortes depravadas.

É clara como os pós à marechala,
E as mĂŁos, que o Jock Club embalsamou,
Entre peles de tigres as regala;
De tigres que por ela apunhalou,
Um amante, em Bengala.

É ducalmente esplĂȘndida! A carruagem
Vai agora subindo devagar;
Ela, no brilhantismo da equipagem,
Ela, de olhos cerrados, a cismar
Atrai como a voragem!

Os lacaios vĂŁo firmes na almofada;
E a doce brisa då-lhes de través
Nas capas de borracha esbranquiçada,
Nos chapéus com reseta, e nas librés
De forma aprimorada.

E eu vou acompanhando-a,

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Espinosa

Gosto de ver-te, grave e solitĂĄrio,
Sob o fumo de esquĂĄlida candeia,
Nas mĂŁos a ferramenta de operĂĄrio,
E na cabeça a coruscante idéia.

E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pĂŁo diĂĄrio
A tua mĂŁo a labutar granjeia
E achas na independĂȘncia o teu salĂĄrio.

Soem cå fora agitaçÔes e lutas,
Sibile o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas

SĂłbrio, tranqĂŒilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor no prĂȘmio eterno.

Quando um personagem nasce, adquire imediatamente tal independĂȘncia inclusive do seu prĂłprio autor, que pode ser imaginado por todos em tantas outras situaçÔes em que o autor nĂŁo pensou inseri-lo, e Ă s vezes pode adquirir tambĂ©m um significado que o autor jamais sonhou em dar-lhe!

O casamento Ă© a relação entre homem e mulher na qual a independĂȘncia Ă© igual, a dependĂȘncia Ă© mĂștua e a obrigação recĂ­proca.

O meu trabalho integra-se na literatura portuguesa contemporĂąnea, tenho consciĂȘncia dela. Mas acho que quem escreve tem de manter distanciamento desse meio, envolver-se Ă© criar uma teia de relaçÔes que nĂŁo ajuda a algo fundamental: a independĂȘncia e isenção. O grande compromisso tem que ser com a literatura. NĂŁo com o meio literĂĄrio.

O dinheiro nunca significou muito para mim, mas a independĂȘncia (conseguida com ele), muito.

Se voltasse a ser jovem e tivesse de escolher uma profissĂŁo, nĂŁo tentaria tornar-me cientista, acadĂ©mico ou professor. Preferiria ser canalizador ou vendedor ambulante na esperança de obter aquele modesto grau de independĂȘncia ainda possĂ­vel nas circunstĂąncias actuais.

TĂ­tulos e Diplomas

Parece que a humanidade sĂł se esforça enquanto tem a esperar diplomas idiotas, que pode exibir em pĂșblico para obter proveitos, mas, quando jĂĄ tem na mĂŁo tais diplomas idiotas em nĂșmero suficiente, deixa-se levar. Ela vive em grande parte sĂł para obter diplomas e tĂ­tulos, nĂŁo por qualquer outra razĂŁo, e, depois de ter obtido o nĂșmero de diplomas e tĂ­tulos que, na sua opiniĂŁo, Ă© suficiente, deixa-se cair na cama macia desses diplomas e tĂ­tulos. Ela nĂŁo parece ter qualquer outro objectivo para a vida. NĂŁo tem, segundo parece, qualquer interesse numa vida prĂłpria, independente, numa existĂȘncia prĂłpria, independente, mas apenas nesses diplomas e tĂ­tulos, sob os quais a humanidade hĂĄ jĂĄ sĂ©culos ameaça sufocar.
As pessoas nĂŁo procuram independĂȘncia e autonomia, nĂŁo procuram a sua prĂłpria evolução natural, mas apenas esses diplomas e tĂ­tulos e estariam, a todo o momento, prontas a morrer por esses diplomas e tĂ­tulos, se lhos entregassem e dessem sem qualquer condição, esta Ă© que Ă© a verdade desmascaradora e deprimente. TĂŁo pouco estimam elas a vida em si que sĂł vĂȘem os diplomas e tĂ­tulos e nada mais. Elas penduram nas paredes das suas casas os diplomas e tĂ­tulos, nas casas dos mestres talhantes e dos filĂłsofos,

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É certo que somos muito propensos a personalizar as questĂ”es, o que inibe que elas sejam postas com a independĂȘncia e a objectividade necessĂĄrias.

Mediocridade de EspĂ­rito

O nosso mĂĄximo esforço de independĂȘncia consiste em opor, por vezes, um pouco de resistĂȘncia Ă s sugestĂ”es quotidianas. A grande massa humana nenhuma resistĂȘncia opĂ”e e segue as crenças, as opiniĂ”es e os preconceitos do seu grupo. Ela obedece-lhe sem ter mais consciĂȘncia do que a folha seca arrastada pelo vento.
SĂł numa elite muito restrita se observa a faculdade de possuir, algumas vezes, opiniĂ”es pessoais. Todos os progressos da civilização procedem, evidentemente, desses espĂ­ritos superiores, mas nĂŁo se pode desejar a sua multiplicação sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos rĂĄpidos e profundos em demasia, uma sociedade tornar-se-ia logo anĂĄrquica. A estabilidade necessĂĄria Ă  sua existĂȘncia Ă© precisamente estabelecida graças ao grupo compacto dos espĂ­ritos lentos e medĂ­ocres, governados por influĂȘncias de tradiçÔes e de meio.
É, portanto, Ăștil para uma sociedade que ela se componha de uma maioria de homens mĂ©dios, desejosos de agir como toda a gente, que tĂȘm por guias as opiniĂ”es e as crenças gerais. É muito Ăștil tambĂ©m que as opiniĂ”es gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do juĂ­zo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade de espírito pode, pois, ser benéfica para um povo,

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A personalidade criadora deve pensar e julgar por si mesma, porque o progresso moral da sociedade depende exclusivamente da sua independĂȘncia.

Que um Homem Tenha a Força de ser Sincero

A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparĂȘncias, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacĂȘncia; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia PitĂĄgoras, o canto das sereias com o das musas. CrĂȘem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potĂȘncias celestes.
Sim! É de uma força tĂŁo bruta que a amizade deve provir, e Ă© de uma bela origem a que tira de uma virtude que dĂĄ origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso dizĂȘ-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a força de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu carĂĄcter, uma independĂȘncia geral, um impĂ©rio sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um Ăłdio pelo vĂ­cio, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco tĂŁo nobre e tĂŁo belo,

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