O Homem Ponderado Governa
Cultive a ponderação. Ă poder controlado. Armazena energia para ser usada em circunstĂąncias especiais. Ponderação Ă© a arte de erguer as sobrancelhas em vez de deitar o telhado abaixo. Conserva-o calmo e acautelado em diferentes circunstĂąncias. NĂŁo significa fraqueza, nem estupidez, ou indiferença ou desinteresse. Na sua forma mais alta sugere autoconfiança, independĂȘncia e domĂnio perfeito. O homem ponderado governa. O trabalho feito com ponderação Ă© mais profĂcuo porque Ă© bem feito, meticuloso e inteligente. Exerce uma grande influĂȘncia sobre as outras pessoas. Sugere a existĂȘncia de largas reservas de energia. Ponderação Ă© poder bem controlado e dirigido. Evita desperdiçar energias vitais, e dĂĄ o equilĂbrio necessĂĄrio a todas as nossas forças.
Passagens sobre IndependĂȘncia
63 resultadosCompatriotas. As armas vos darĂŁo a independĂȘncia, as leis vos darĂŁo a liberdade.
A existĂȘncia de naçÔes europeias privadas de uma verdadeira independĂȘncia nacional Ă© um factor prejudicial ao estabelecimento duma paz duradoura, alĂ©m do mais porque essa situação de subjugação nacional nĂŁo se revela apenas nos aspectos econĂłmicos, mas no domĂnio polĂtico, diplomĂĄtico e militar.
Interpretar o Progresso
SupĂ”e-se que o progresso social consiste na maior e mais variada produção dos objectos necessĂĄrios Ă satisfação das nossas necessidades, na crescente segurança pessoal e da propriedade e na amplitude concedida Ă liberdade de acção. Todavia, o progresso social, rigorosamente entendido, consiste nas transformaçÔes de estrutura do organismo social, causa donde derivam as consequĂȘncias que se observam. A ideia comum Ă© teleolĂłgica. Os fenĂłmenos consideram-se apenas na sua relação com a felicidade humana; e pensa-se que sĂł devem reputar-se progressivas aquelas transformaçÔes que, directa ou indirectamente, tendem a aumentar esta felicidade, fazendo, por conseguinte, depender o seu carĂĄcter, na relação a que nos circunscrevemos, da referida tendĂȘncia. NĂŁo obstante, para bem se compreender o progresso, devemos investigar a natureza de tais transformaçÔes, com absoluta independĂȘncia da nossa individualidade.
Nada vale tanto para o homem de letras como a independĂȘncia.
A independĂȘncia do filĂłsofo se torna falsa quando se mescla de orgulho. No homem autĂȘntico, o sentimento de independĂȘncia sempre se acompanha do sentimento de impotĂȘncia
EsplĂȘndida
Ei-la! Como vai bela! Os esplendores
Do lĂșbrico Versailles do Rei-Sol!
Aumenta-os com retoques sedutores.
Ă como o refulgir dum arrebol
Em sedas multicores.Deita-se com langor no azul celeste
Do seu landau forrado de cetim;
E os seus negros corcéis que a espuma veste,
Sobem a trote a rua do Alecrim,
Velozes como a peste.Ă fidalga e soberba. As incensadas
Dubarry, Montespan e Maintenon
Se a vissem ficariam ofuscadas
Tem a altivez magnética e o bem-tom
Das cortes depravadas.Ă clara como os pĂłs Ă marechala,
E as mĂŁos, que o Jock Club embalsamou,
Entre peles de tigres as regala;
De tigres que por ela apunhalou,
Um amante, em Bengala.Ă ducalmente esplĂȘndida! A carruagem
Vai agora subindo devagar;
Ela, no brilhantismo da equipagem,
Ela, de olhos cerrados, a cismar
Atrai como a voragem!Os lacaios vĂŁo firmes na almofada;
E a doce brisa då-lhes de través
Nas capas de borracha esbranquiçada,
Nos chapéus com reseta, e nas librés
De forma aprimorada.E eu vou acompanhando-a,
Espinosa
Gosto de ver-te, grave e solitĂĄrio,
Sob o fumo de esquĂĄlida candeia,
Nas mĂŁos a ferramenta de operĂĄrio,
E na cabeça a coruscante idéia.E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o pĂŁo diĂĄrio
A tua mĂŁo a labutar granjeia
E achas na independĂȘncia o teu salĂĄrio.Soem cĂĄ fora agitaçÔes e lutas,
Sibile o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executasSĂłbrio, tranqĂŒilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor no prĂȘmio eterno.
Quando um personagem nasce, adquire imediatamente tal independĂȘncia inclusive do seu prĂłprio autor, que pode ser imaginado por todos em tantas outras situaçÔes em que o autor nĂŁo pensou inseri-lo, e Ă s vezes pode adquirir tambĂ©m um significado que o autor jamais sonhou em dar-lhe!
O casamento Ă© a relação entre homem e mulher na qual a independĂȘncia Ă© igual, a dependĂȘncia Ă© mĂștua e a obrigação recĂproca.
A cultura do espĂrito aumenta os sentimentos de dignidade e de independĂȘncia.
O meu trabalho integra-se na literatura portuguesa contemporĂąnea, tenho consciĂȘncia dela. Mas acho que quem escreve tem de manter distanciamento desse meio, envolver-se Ă© criar uma teia de relaçÔes que nĂŁo ajuda a algo fundamental: a independĂȘncia e isenção. O grande compromisso tem que ser com a literatura. NĂŁo com o meio literĂĄrio.
O dinheiro nunca significou muito para mim, mas a independĂȘncia (conseguida com ele), muito.
Se voltasse a ser jovem e tivesse de escolher uma profissĂŁo, nĂŁo tentaria tornar-me cientista, acadĂ©mico ou professor. Preferiria ser canalizador ou vendedor ambulante na esperança de obter aquele modesto grau de independĂȘncia ainda possĂvel nas circunstĂąncias actuais.
TĂtulos e Diplomas
Parece que a humanidade sĂł se esforça enquanto tem a esperar diplomas idiotas, que pode exibir em pĂșblico para obter proveitos, mas, quando jĂĄ tem na mĂŁo tais diplomas idiotas em nĂșmero suficiente, deixa-se levar. Ela vive em grande parte sĂł para obter diplomas e tĂtulos, nĂŁo por qualquer outra razĂŁo, e, depois de ter obtido o nĂșmero de diplomas e tĂtulos que, na sua opiniĂŁo, Ă© suficiente, deixa-se cair na cama macia desses diplomas e tĂtulos. Ela nĂŁo parece ter qualquer outro objectivo para a vida. NĂŁo tem, segundo parece, qualquer interesse numa vida prĂłpria, independente, numa existĂȘncia prĂłpria, independente, mas apenas nesses diplomas e tĂtulos, sob os quais a humanidade hĂĄ jĂĄ sĂ©culos ameaça sufocar.
As pessoas nĂŁo procuram independĂȘncia e autonomia, nĂŁo procuram a sua prĂłpria evolução natural, mas apenas esses diplomas e tĂtulos e estariam, a todo o momento, prontas a morrer por esses diplomas e tĂtulos, se lhos entregassem e dessem sem qualquer condição, esta Ă© que Ă© a verdade desmascaradora e deprimente. TĂŁo pouco estimam elas a vida em si que sĂł vĂȘem os diplomas e tĂtulos e nada mais. Elas penduram nas paredes das suas casas os diplomas e tĂtulos, nas casas dos mestres talhantes e dos filĂłsofos,
Ă certo que somos muito propensos a personalizar as questĂ”es, o que inibe que elas sejam postas com a independĂȘncia e a objectividade necessĂĄrias.
Mediocridade de EspĂrito
O nosso mĂĄximo esforço de independĂȘncia consiste em opor, por vezes, um pouco de resistĂȘncia Ă s sugestĂ”es quotidianas. A grande massa humana nenhuma resistĂȘncia opĂ”e e segue as crenças, as opiniĂ”es e os preconceitos do seu grupo. Ela obedece-lhe sem ter mais consciĂȘncia do que a folha seca arrastada pelo vento.
SĂł numa elite muito restrita se observa a faculdade de possuir, algumas vezes, opiniĂ”es pessoais. Todos os progressos da civilização procedem, evidentemente, desses espĂritos superiores, mas nĂŁo se pode desejar a sua multiplicação sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos rĂĄpidos e profundos em demasia, uma sociedade tornar-se-ia logo anĂĄrquica. A estabilidade necessĂĄria Ă sua existĂȘncia Ă© precisamente estabelecida graças ao grupo compacto dos espĂritos lentos e medĂocres, governados por influĂȘncias de tradiçÔes e de meio.
Ă, portanto, Ăștil para uma sociedade que ela se componha de uma maioria de homens mĂ©dios, desejosos de agir como toda a gente, que tĂȘm por guias as opiniĂ”es e as crenças gerais. Ă muito Ăștil tambĂ©m que as opiniĂ”es gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do juĂzo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade de espĂrito pode, pois, ser benĂ©fica para um povo,
A personalidade criadora deve pensar e julgar por si mesma, porque o progresso moral da sociedade depende exclusivamente da sua independĂȘncia.
Que um Homem Tenha a Força de ser Sincero
A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparĂȘncias, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacĂȘncia; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia PitĂĄgoras, o canto das sereias com o das musas. CrĂȘem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potĂȘncias celestes.
Sim! Ă de uma força tĂŁo bruta que a amizade deve provir, e Ă© de uma bela origem a que tira de uma virtude que dĂĄ origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso dizĂȘ-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a força de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu carĂĄcter, uma independĂȘncia geral, um impĂ©rio sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um Ăłdio pelo vĂcio, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco tĂŁo nobre e tĂŁo belo,
A independĂȘncia tem um preço, sempre o soube, e nunca me recusei a pagĂĄ-lo.