Finda

A conclusĂŁo de tudo Ă© sĂł a morte
e nĂŁo hĂĄ mais epĂ­logo nem finda.
NĂŁo se termina o verso nem o curso
mudamos Ă  conversa interrompida.

NĂŁo findamos o verso nem acaba
o desfazer-se o mar contra esta praia.
A conclusĂŁo de tudo Ă© sĂł a morte,
nem o silĂȘncio quebra a sua amarra.

Sequer hĂĄ conclusĂŁo? Sequer hĂĄ morte
nas palavras deixadas pelos recantos
mais sujos e perdidos do seu norte?

Amor que nos moveu no desalento,
a pĂĄtria destes versos foi sĂł pura
imaginação por dentro da memória.

(Mas jå outras cançÔes nos estremecem:
longe do coração começa a História.)