As Frágeis Hastes
NĂŁo voltarei Ă fonte dos teus flancos
ao fogo espesso do verĂŁo
a escorrer infatigável
dos espelhos, nĂŁo voltarei.NĂŁo voltarei ao leito breve
onde quebrámos uma a uma
todas as frágeis
hastes do amor.Eis o outono: cresce a prumo.
Anoitecidas águas
em febre em fĂşria em fogo
arrastam-me para o fundo.
Poemas sobre Fonte de Eugénio de Andrade
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Retrato Ardente
Entre os teus lábios
Ă© que a loucura acode
desce Ă garganta,
invade a água.No teu peito
Ă© que o pĂłlen do fogo
se junta Ă nascente,
alastra na sombra.Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.Da cintura aos joelhos
Ă© que a areia queima,
o sol Ă© secreto,
cego o silĂŞncio.Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a mĂşsica Ă© minha.