Estamos a Cair na Mediocridade Governativa

Estamos a cair na mediocridade porque estamos muito subservientes aos padrĂ”es de eficĂĄcia e da racionalidade europeia. Os tempos festivos da revolução passaram. Teriam naturalmente que passar, mas aplica-se a terapĂȘutica da racionalização tecnocrĂĄtica e isso mata o sonho. Devia haver outras vias. Vias apropriadas Ă quilo que somos. NĂŁo somos um PaĂ­s de grandes voos capitalistas. Se o quisermos ser caĂ­mos, inexoravelmente, nas garras do monopolismo. Portanto, devĂ­amos cultivar as pequenas e mĂ©dias empresas. Esta devia ser a lĂłgica da economia portuguesa. Devia dar-se grande valor Ă s pequenas e mĂ©dias empresas e realmente deixarmo-nos de ambiçÔes que nos alcem aos grandes padrĂ”es europeus.

(…) Os (partidos polĂ­ticos tĂȘm) os mesmos defeitos e algumas qualidades em comum. Evidentemente que os partidos sĂŁo um defeito necessĂĄrio, porque dividem, mas Ă© uma divisĂŁo necessĂĄria para agrupar, para reunir a ideia da democracia parlamentar que temos. Agora, o erro das pessoas Ă© adornĂĄ-los com mĂ©ritos extraordinĂĄrios, porque isso faz-nos cair numa partidolatria, imprĂłpria de espĂ­ritos livres! NĂŁo penso que a nossa classe polĂ­tica seja pior do que a classe polĂ­tica de outros paĂ­ses. Ponhamos as coisas neste pĂ©: as minhas exigĂȘncias estĂ©ticas e Ă©ticas nĂŁo tornam muito fĂĄceis as minhas relaçÔes com a classe polĂ­tica.

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