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Musas, canoras musas, este canto
VĂłs me inspirastes, vĂłs meu tenro alento
Erguestes brandamente Ă quele assento
Que tanto, ó musas, prezo, adoro tanto.Lágrimas tristes são, mágoas, e pranto,
Tudo o que entoa o mĂşsico instrumento;
Mas se o favor me dais, ao mundo atento
Em assunto maior farei espanto.Se em campos nĂŁo pisados algum dia
Entra a ninfa, o pastor, a ovelha, o touro,
Efeitos sĂŁo da vossa melodia;Que muito, Ăł musas, pois, que em fausto agouro
Cresçam do pátrio rio à margem fria
A imarcescĂvel hera, o verde louro!
Sonetos sobre Musas de Cláudio Manuel da Costa
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