Textos sobre Felicidade de Rajneesh

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Textos de felicidade de Rajneesh. Leia este e outros textos de Rajneesh em Poetris.

Regressar Ă  InocĂȘncia

Seja como as crianças, mantenha os olhos abertos, sem preconceitos escondidos atrĂĄs da vista. Se olhar com clareza, pequenas flores, ou pedaços de relva, ou borboletas, ou um pĂŽr do Sol proporcionar-lhe-ĂŁo tanta felicidade quanto a que Gautama Buda encontrou na sua iluminação. Isto nĂŁo depende das coisas, mas sim da sua abertura. O conhecimento fecha-o; transforma-se numa cerca, numa prisĂŁo. Mas a inocĂȘncia abre todas as portas e todas as janelas.
O sol entra e uma brisa fresca flui.
De repente, o perfume das flores faz-lhe uma visita.
E de vez em quando um påssaro virå cantar uma canção e entrar por outra janela.
A inocĂȘncia Ă© a Ășnica religiosidade que existe.
A religiosidade nĂŁo depende das escrituras sagradas nem do que se sabe sobre o mundo. SĂł depende de se estar preparado para ser como um espelho lĂ­mpido, que nada reflecte.
Um total silĂȘncio, inocĂȘncia, pureza… e toda a existĂȘncia Ă© transformada para si. Cada momento passa a ser de ĂȘxtase. As pequenas coisas, como beber uma chĂĄvena de chĂĄ, tornam-se oraçÔes tĂŁo poderosas que nenhuma outra oração se lhes pode comparar. Basta observar uma nuvem a mover-se livremente no cĂ©u, e da inocĂȘncia surge uma sincronicidade.

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A Vida Ă© uma Busca

A vida Ă© uma busca — uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperança, uma busca de algo que nĂŁo se sabe o que Ă©. HĂĄ um forte impulso para procurar, mas nĂŁo se sabe o que se procura. E hĂĄ um certo estado de espĂ­rito em que nada daquilo que consegue lhe darĂĄ qualquer satisfação. A frustração parece ser o destino da humanidade, porque tudo aquilo que se obtĂ©m perde o sentido no momento exacto em que se consegue. Começa-se novamente a procurar.
A busca continua, quer se consiga alguma coisa ou nĂŁo. Parece ser irrelevante o que se tem e o que nĂŁo se tem, pois a busca continua de qualquer maneira. Os pobres andam Ă  procura, os ricos andam Ă  procura, os doentes andam Ă  procura, os que estĂŁo bem andam Ă  procura, os poderosos andam Ă  procura, os estĂșpidos andam Ă  procura, os sensatos andam Ă  procura – e ninguĂ©m sabe exactamente de quĂȘ.

Essa mesma procura — o que Ă© e porque existe — tem de ser compreendida. Parece haver um hiato no ser humano, na mente humana. Na prĂłpria estrutura da consciĂȘncia humana parece haver um buraco, um buraco negro.

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