O Intelecto Como Auxiliar da Felicidade
A filosofia tem de admitir que não é nela, mas sim na vida, que o homem deve encontrar as suas maiores satisfações; não na biblioteca ou na cela monástica, mas na satisfação dos seus instintos mais antigos. A felicidade é inconsciente; só nos bafeja quando somos naturais; se nos detemos a analisá-la, desaparece, porque não é natural determo-nos a analisar uma coisa. Se o intelecto contribui para a felicidade não o faz como fonte primária, mas sim como meio de coordenação, como instrumento harmonizador dos desejos. Neste sentido o intelecto pode ser um precioso auxiliar; e de contrário de nada valeria realizarmos todos os nossos fins, porque os desejos cancelar-se-iam uns aos outros, dando como resultado uma triste futilidade.
Textos sobre Instrumento de Will Durant
2 resultadosA Mocidade Propõe, a Maturidade Dispõe
É função da mocidade ser profundamente sensĂvel Ă s novas ideias como instrumentos rápidos para dominar o meio; e Ă© função da idade madura opor-se tenazmente a essas ideias ; isso faz com que as inovações fiquem em experiĂŞncia por algum tempo antes que a sociedade as ponha em prática. A maturidade atenua as ideias novas, redu-las de modo a caberem dentro da possibilidade ou a que sĂł se realizem em parte. A mocidade propõe, a maturidade dispõe, a velhice opõe-se. A mocidade domina nos perĂodos revolucionários; a maturidade, nos perĂodos de reconstrução; a velhice, nos perĂodos de estagnação. «Dá-se com os homens», diz Nietzsche, «o mesmo que com as carvoarias na floresta. SĂł depois que a mocidade se carboniza Ă© que se torna utilizável. Enquanto está a arder será muito interessante, mas incĂłmoda e inĂştil.»