Os Livros Representam a EssĂȘncia de um EspĂrito
As obras sĂŁo a quintessĂȘncia de um espĂrito: por conseguinte, mesmo se este for o espĂrito mais sublime, elas sempre serĂŁo, sem comparação, mais ricas de contĂșdo do que a sua companhia, e a substituirĂŁo tambĂ©m na essĂȘncia – ou melhor, ultrapassĂĄ-la-ĂŁo em muito e a deixarĂŁo para trĂĄs: AtĂ© mesmo os escritos de uma cabeça medĂocre podem ser instrutivos, dignos de leitura e divertidos, justamente porque sĂŁo sua quintessĂȘncia, o resultado, o fruto de todo o seu pensamento e estudo; enquanto a sua companhia nĂŁo nos consegue satisfazer. Sendo assim, podem-se ler livros de pessoas em cujas companhias nĂŁo se encontraria nenhum prazer, e Ă© por essa razĂŁo que uma cultura intelectual elevada nos induz pouco a pouco a encontrar o nosso prazer quase exclusivamente na leitura dos livros, e nĂŁo na conversa com as pessoas.
NĂŁo hĂĄ maior refrigĂ©rio para o espĂrito do que a leitura dos clĂĄssicos antigos: tĂŁo logo temos um deles nas mĂŁos, e mesmo que seja por apenas meia hora, sentimo-nos imdediatamente refrescados, aliviados, purificados, elevados e fortalecidos; como se nos tivĂ©ssemos deleitado na fonte fresca de uma rocha. Tal facto depende das lĂnguas antigas e da sua perfeição ou da grandeza dos espĂritos,
Textos sobre MĂ©todo de Arthur Schopenhauer
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