As Coisas Humanas São Efémeras E Sem Valor
Pensa de contĂnuo em quantos mĂ©dicos morreram, eles que tinham tanta vez carregado o sobrolho Ă cabeceira dos seus doentes; quantos astrĂłlogos que julgaram maravilhar os outros predizendo-lhes a morte; quantos filĂłsofos apĂłs uma infinidade de ásperas disputas sobre a morte e a imortalidade; quantos prĂncipes depois de terem dado a morte a tanta gente; quantos tiranos que, como se fossem imortais, abusaram, com uma arrogância nunca vista, do poder, a ponto de atentarem contra a vida humana. Quantas cidades, se assim podemos dizer, morreram de raiz: HeliquĂ©, Pompeia, Herculano, e outras que nĂŁo tĂŞm conto! Enumera agora, um apĂłs outro todos aqueles que conheceste. Este, depois de prestar os Ăşltimos serviços Ă quele, foi posto de pĂ©s juntos no leito fĂşnebre por um terceiro a quem tambĂ©m chegou a sua vez.
E em tão pouco espaço de tempo! Em suma, as coisas humanas é considerá-las como efémeras e sem valor: ontem, um pouco de greda; amanhã, múmia e um punhado de cinzas. Esta minúscula duração vive-a a tom com a natureza e chega ao fim com a alma contente: como a azeitona madurinha que tombasse abençoando a terra que a criou e dando graças à árvore que a deixou crescer.
Textos sobre Pés de Marco Aurélio
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Tudo Ă© Fugaz
Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as cuasas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aà uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some.