Ădios e Rancores
Recusa ser testemunha em processos: serias necessariamente alvo do rancor de uma das partes. Nunca forneças informaçÔes acerca de um homem que nĂŁo seja bem nascido – e menos ainda se Ă© de baixa extracção -, e faz como se tudo ignorasses a seu respeito. Se, em conversa, resolveres lançar uma ofensa contra alguĂ©m, sobretudo nĂŁo tomes um ar pesado, mas continua a falar como se nada fosse. Em presença de terceiros, nĂŁo manifestes a ninguĂ©m favores especiais, pois considerar-se-ia que desprezas os outros e serias votado a um Ăłdio constante.
Evita avançar na carreira de modo demasiado råpido ou vistoso. à necessårio que, perante uma luz que se torna cada vez mais brilhante, os olhos se habituem a pouco e pouco; caso contrårio, desviam-se. Nunca vås contra o que agrada à gente do povo, quer se trate de simples tradiçÔes ou mesmo de håbitos que te repugnam.
Se Ă©s forçado a admitir que cometeste uma acção odiosa, nĂŁo atices o Ăłdio que desperta dando a impressĂŁo que nĂŁo a lastimas ou, pior ainda, troçando das tuas vĂtimas, ou orgulhando-te do que fizeste: serias odiado duas vezes mais. O melhor Ă© ausentares-te, deixares agir o tempo e nĂŁo te manifestares.
Textos sobre PrudĂȘncia de Jules Mazarin
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